Brasil sobre para 38º em ranking de competitividade
Crescimento da produtividade empresarial e geração de empregos fizeram o País subir duas posições, segundo estudo do IMD e FDC
O Brasil subiu duas posições e este ano é o 38º no Índice de Competitividade Mundial 2010 (World Competitiveness Yearbook), desenvolvido pelo International Institute for Management Development (IMD) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). A melhoria deve-se principalmente aos avanços na produtividade empresarial e na geração do emprego. Pela primeira vez, os Estados Unidos perderam a primeira colocação, ficando atrás de Singapura - o novo primeiro colocado - e de Hong Kong.
O estudo, que analisou 58 países do mundo, mostra que o Brasil ganhou três posições no pilar "Eficiência dos Negócios", passando para o 24º lugar, e se destacou em 8º lugar com o seu PIB estimado em 1,57 trilhões de dólares.
O Brasil ficou à frente de países como África do Sul, México e Rússia, devido à resistência apresentada para lidar com a crise. Ao contrário dos países europeus que foram, de modo geral, os que mais perderam posições no relatório deste ano. De acordo com o professor da FDC, Carlos Arruda, que é responsável pela captação e avaliação dos dados brasileiros, no quesito "Eficiência de Governo", o país se manteve na 52ª colocação; em "Finanças Públicas" ficou em 29º; e "em Política Fiscal".
Na categoria infraestrutura, o Brasil perdeu três posições, voltando para o 49º lugar; na área de saúde, também três posições, ocupando o 40º lugar; e, na área de educação, duas posições, estando em 53º lugar. "O Brasil investe pouco em educação básica - cerca de mil dólares por aluno -, que equivale à metade do que países como Argentina, Chile e México investem ou seis vezes menor se comparado à Comunidade Européia", afirmou Arruda.
Além disso, o relatório apontou preocupações com a perda de posições referentes a retração de multinacionais brasileiras e ao baixo nível de investimentos estrangeiros no Brasil em 2009. Para o professor da FDC, "para os próximos anos prevemos ciclos de ganhos de posição da competitividade brasileira, mas para que este círculo virtuoso se mantenha é preciso que o Brasil continue ganhando competitividade, é fundamental que o governo, as empresas e a sociedade sustentem seus compromissos com o longo prazo, com os investimentos na capacidade produtiva, na infraestrutura e na educação".
O levantamento trouxe uma novidade este ano: o "simulador de estresse da dívida pública" (Debt Stress Test), que calcula os altos níveis de endividamento das nações e o impacto no desenvolvimento sustentável desses países. Este indicador aponta quanto tempo levará para as principais economias saírem da condição de alto devedoras e alcançarem déficits abaixo de 60% do PIB. O Japão lidera a lista com previsão de saída da condição de alto devedor em 2084. Outros destaques são Itália (2060), Portugal (2037), EUA (2033), França (2029), Alemanha (2028) e Reino Unido (2028). O Brasil com nível de endividamento em 2009 de 62,79% do Produto Interno Bruto (PIB) assim como Argentina, Índia e Noruega são os países que devem estar abaixo de 60% a partir de 2015.
Fonte: Reseller Web
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